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domingo, 1 de abril de 2018

Theresa May


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L’inteligence, en Angleterre, est plus apréciée comme service que comme qualité
Pierre Daninos
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quarta-feira, 14 de março de 2018

Stephen Hawking (1942-2018)


"O que eu fiz foi demonstrar que é possível determinar pelas leis da ciência o modo como o Universo começou. Neste caso, não é necessário apelar a Deus para explicar como começou o Universo. Se isto não prova que Deus não existe, pelo menos prova que Deus não é preciso para nada."

"Cada um de nós é livre para acreditar no que quer e na minha opinião a explicação mais simples é que Deus não existe. Ninguém criou o universo e ninguém dirige o nosso destino. Isto leva-me a uma percepção profunda. Provavelmente, não há céu, e não há vida após a morte também. Nós temos esta vida para apreciar o grande projecto do universo, e por isso, estou extremamente grato." 

Stephen Hawking
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sexta-feira, 9 de março de 2018

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

eureka!

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A estupidez é, por certo, um produto da vontade
Aldous Huxley

Tudo acaba inexoravelmente por chegar à Figueira. Contudo, como sempre, é o mais inefável, rebuscado e taralhoco que triunfa. Certamente favorecido pla predisposição natural da estupidez local.
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A febre das aplicações e o mundanal frenesim com as start-up das tecnologias da informação chegou à cidade..
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A Câmara Municipal da Figueira da Foz reclama o desenvolvimento de uma aplicação informática para gerir a limpeza florestal que, segundo sabe o vereador Miguel Pereira, é pioneira neste tipo de iniciativa. Nem mais, leram bem. Além disso, tem duas versões, umas das quais disponível ao público – a outra, deduzo que seja para os técnicos.
Para Miguel Pereira que, segundo a notícia da RTP, é vereador com o pelouro do Gabinete Técnico Florestal da Figueira da Foz, a coisa funciona assim: "Permite chegar a um local, tirar uma fotografia e o sistema diz se o terreno está limpo, com a cor verde. Se a cor for amarela, está em processamento e se for vermelha é porque nada ainda foi feito”.
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Perceberam? Agora já não é preciso ter olhos na cara. Tira-se uma foto e o sistema diz-nos tudo o que temos à frente das trombas, para ver. E isto in situ e finalmente acessível aos técnicos e ao público em geral.
eureka!, foda-se. Digam lá que não é de génio.
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Não sei como é que descobrem estes gajos. Mas a Figueira é um manancial. Creio que já se justifica, sei lá, um Fig summit. Ou um grande evento similar, enfim, à escala da paróquia. Talvez no pavilhão dos caras-direitas. Ou no barracão dos dinossáurios.
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

domingo, 11 de fevereiro de 2018

O desembargador Rangel

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Uma gripe das antigas, um frio de rachar e as podas anuais não me têm disposto à actualização do blogue. Não, porém, por falta de assunto. Embora o absurdo em que se tem convertido toda a actualidade me tenha prostrado num estado de perplexidade que também tem contribuído para que não me ocorra nada de jeito a propósito: da baba de banalidade dos abraços e dos beijinhos do Marcelo; da Cristas muito evita, perón-preocupada com o abandono dos velhinhos descamisados; de uma opinião pública formatada por um meio de comunicação que pertence ao mesmo grupo económico das transformadoras do eucalipto que transformaram o rio Tejo num esgoto infecto; da farsa abstrusa e indecorosa do sempre renovado plantio massivo de eucalipto; da comédia bufa da justiça com o seu espião condenado por espionagem, os seus advogados vedetas de televisão, os seus procuradores julgados por corrupção e os seus juízes investigados por vender sentenças, etc., etc.
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Por hoje fiz-vos o retrato do desembargador Rangel e o seu saquinho azul. Apesar de tudo são tempos óptimos para o humor. A verdade, porém, é que não sou o que chamam um humorista, não ganho a vida divertindo os outros. Só me sirvo do sarcasmo porque o homicídio é ilegal (sou um cidadão cumpridor das normas, enfim, estabelecidas).
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Também não está mal.

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Era um ala direito que era um cepo, benza-o deus, e Pedroto industriava-o sempre bastamente antes dos jogos: “vais à linha e centras, tás a ouvir?, não tem nada que saber.”
 – “sim senhor”, dizia ele.
Qual quê. Ou não lograva chegar à linha ou não conseguia centrar, fintando-se a si próprio. Uma vez, porém, com Pedroto aos berros “centra, centra”, o pobre lá chegou à linha e centrou. A bola subiu, subiu e foi entrar, directa, dentro da baliza.
Também não está mal.” sentenciou então Pedroto, resignado e filosófico, do banco.
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Esta estória ocorreu-me a propósito das eleições no PSD. Tal como os humoristas eu também estava, confesso, a torcer plo Santana. O homem é um manancial. Com ele, as piadas fazem-se sozinhas.
Mas Rio também não está mal, como diria o grande Pedroto - que também era pêpêdê, benza-o deus. Creio que muitas vão entrar directas.
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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O saquilho do frasquilho

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Este é mais um rosto da classe dirigente. Miguel Frasquilho. Ex-deputado do PSD. Ex-secretário destado do Tesouro (!). Ex-presidente da AICEP. Actual chairman da TAP. Um gestor de topo, génio da alta-finança, mestre em teoria económica e professor na madrassa da católica.
A estória conta-se assim: o pai, a mãe e o irmão desta carinha laroca receberam seis transferências da ES Enterprises, entre 2009 e 2011, num total de 54 mil aéreos.
"A circunstância de esses pagamentos terem sido efectuados em contas de familiares meus deve-se apenas ao facto de eu ter pedido isso mesmo à minha entidade patronal, uma vez que tinha dívidas para saldar com os meus familiares directos referidos", disse ele ao Expresso, jurando a pés juntos desconhecer a proveniência das bagatelas.

Frasquilho disse ainda estar convencido de que os valores constam na declaração de rendimentos entregue então pelo BES. 

O problema é que a sua entidade patronal era o BES e as transferências que os seus familiares empocharam eram oriundas de uma conta na Suíça titulada pela Espírito Santo Enterprises, uma offshore do GES que tem estado sob suspeita do Ministério Público por pagamentos não registados -  empresa da qual o artolas diz ter tido conhecimento apenas no decurso da comissão de inquérito aos actos de gestão do BES/GES no Parlamento. 

Não sei, nem imagino, que espécie de serviços este mestre da teoria económica terá prestado a uma entidade da qual ele nunca tinha ouvido falar que justifiquem que esta lhe salde as dívidas a familiares - daí a justeza (não a justiça) da caricatura - mas deduzo que não terão sido nada edificantes. O cómico da situação é que tudo acaba por se saber precisamente quando, não sei se estão a ver, a teoria económica esbarra com a prática. Digam lá que não é de mestre.

Esta é a última posta do ano. Para o ano decerto haverá mais, receio. 
Um abraço a todos os que visitam este pobre sítio por vezes mal-humorado. 
E Boas Festas, claro.
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